Bombeiros alertam sobre ocorrências envolvendo abelhas no RS

Abelhas e marimbondos têm sido insetos que, nesta época do ano, com o calor e as chuvas, têm causado certo incômodo aos gaúchos, com a multiplicação de ocorrências relacionadas a ataques. Indispensáveis para o equilíbrio ambiental, ambos possuem ferrões que podem inclusive matar. Os números de ocorrências confirmam o problema.

Em 2026, até ontem, houve 395 ocorrências atendidas pelo Corpo de Bombeiros Militar do RS (CBMRS). No ano passado, houve 14.032, e em 2024, 8.154. Fatos recentes também mostram que a questão não está restrita a uma região do Rio Grande do Sul, mas em diversos locais.

No dia 02 de janeiro em Maçambará, na Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul, um idoso de 69 anos morreu após ser atacado por um enxame de abelhas. O caso foi registrado na localidade de São Donato. A vítima, realizava atividades com cavalos quando foi surpreendida pelo ataque. Na tentativa de escapar, o idoso correu em direção a um galpão, buscando abrigo em um local coberto, mas acabou sendo gravemente atingido. Equipes de saúde foram acionadas e prestaram atendimento imediato, encaminhando para um hospital em São Borja. No entanto, ele já chegou à unidade de saúde sem vida.

Em Alegria na região Noroeste, um homem de 52 anos morreu após ser atacado por um enxame em uma área rural. Conforme as informações apuradas, a vítima pescava quando foi surpreendida pelas abelhas. Familiares encontraram o homem já sem vida e acionaram a Brigada Militar, que atendeu a ocorrência.

Em Gentil, no Norte gaúcho, um cavalo morreu e uma família ficou impedida de sair de casa devido a um ataque de abelhas, na última quinta-feira.

Em Jóia, também na semana passada, um enxame cobriu o para-brisa de um automóvel no interior do município e causaram o capotamento do veículo. Segundo o chefe da Comunicação Social do CBMRS, capitão Daniel Suchy, ocorrências envolvendo insetos, principalmente abelhas, são comuns no âmbito da corporação.

“Devido à importância destes animais no meio ambiente, o CBMRS apenas faz o extermínio quando eles estiverem oferecendo risco à população, atacando uma escola ou residência, por exemplo. houver riscos, a recomendação é que seja contatado um apicultor, que é o profissional que lida com estes insetos e pode tomar as medidas cabíveis”, salientou ele. Em caso de ataque, diz o capitão, a orientação é correr e procurar abrigo em um lugar seguro, como dentro de um carro, por exemplo.

“Quando houver enxame, também é importante fugir; nunca atacar as abelhas”, observou Suchy. Já em caso de picada, recomenda-se que o ferrão seja retirado com cuidado, com atenção para que não seja injetado mais profundamente na pele, e o local da lesão seja lavado com água e resfriado com gelo. “Na maior parte das vezes, não é necessário atendimento médico, porém se a dor não passar ou se a vítima apresentar sintomas alérgicos, a recomendação é procurar uma unidade de saúde”, comentou Suchy.

Fonte: Correio  do Povo

Redação atualizada : Sulbrasileira