Grupos pedem ajuda no tratamento de animais vítimas de maus-tratos 

O aumento de casos de violência contra animais e de abandono mobilizam os grupos de resgate do município. Nos últimos dias, dois fatos em especial chamaram a atenção pela crueldade cometida contra dois cães.

Na noite da última sexta-feira (5), a ONG Amigo dos Animais de Rua (Amar) resgatou uma cadela que estava dentro de uma sacola com as patas amarradas no interior da Linha Iriapira. É provável que ela tenha ficado vários dias no local até ser socorrida, desnutrida e com hipotermia. Ela possui paralisia nas pernas traseiras.

“Como tem gente ruim”, relata a moradora que localizou a cachorra e acionou o grupo.

Após ser resgatada, ela foi levada para atendimento médico na Animed, onde permanece atualmente. Lá, foi batizada de Anastácia. Apesar das condições em que foi encontrada, ela está se recuperando bem. No entanto, a reabilitação será longa. 

Conforme a veterinária Simone Goldhardt, proprietária da Animed, é provável que a paralisia tenha sido em decorrência da cinomose, doença altamente contagiosa e bastante perigosa para os cães que pode levar à morte, especialmente nos que possuem a saúde já comprometida.

“Infelizmente, está virando rotina. A gente que luta pela vida dos animais fica muito triste porque sabe que não foi de um dia pro outro que ela ficou assim. Então, com certeza, ela sofreu bastante”, afirma Simone.

Outro caso que causou comoção foi a do cão Mancha. Ele apareceu recentemente no centro da cidade e chamou a atenção pelas feridas causadas pela sarna. 

O Grupo Adote/Ajude Animais passou a procurar pelo Mancha, que a esta altura estava com o corpo tomado pela doença na pele e se coçava bastante. Resgatada e encaminhada à Animed, ele foi positivada para cinomose.

Enquanto Mancha se recupera na clínica, o grupo enfrenta uma grande dificuldade: encontrar um lar temporário. Por estar diagnosticado com uma doença altamente contagiosa, o grupo busca às pressas um local onde ela possa ficar sem que tenha acesso à rua e possa contaminar outros cães.

Ajuda

Enquanto os casos de maus-tratos não param de aumentar, os grupos de resgate lutam para continuarem a salvar mais animais.

Tanto a Anastácia quanto o Mancha terão um tempo na clínica veterinária, e os custos não serão baixos. Somente as contas do Mancha já ultrapassam os R$ 1,5 mil.

Deste modo, os grupos pedem ajuda da comunidade. Quem puder doar uma quantia pode enviar um Pix pelas seguintes contas:

Adote/Ajude Animais: 014.508.220-29

ONG Amar: 31.868.370/0001-79

Falta de lar

Recentemente, a ONG AmAR informou que está com 11 animais internados e com diversos animais abrigados em lares temporários. Porém, com o número cada vez maior, alguns dos animais resgatados recentemente e que receberam alta não têm para onde ir. 

“Enquanto não conseguirmos lar para os animais de alta, não poderemos mais resgatar! Os resgates, a partir de agora, terão que mudar de sistemática, podendo ser realizados somente na garantia de um lar temporário para acolher os animais quando houver alta médica!”, escreveu o grupo em publicação nas redes sociais.

Já o grupo Adote/Ajude Animais está com seis animais internados e mais sessenta em lares temporários e também passa por dificuldades para receber mais cães e gatos vítimas de maus tratos.