Conexões Sonoras: Orquestra da Ulbra e Renato Borghetti emocionam milhares de pessoas em uma noite que uniu música, memória, cultura e legado
Em uma noite em que a música deu voz à história, Panambi viveu um dos momentos culturais mais marcantes de sua trajetória recente. O projeto Conexões Sonoras reuniu a excelência da Orquestra da Ulbra, sob a regência do maestro Tiago Flores, e a virtuosidade de Renato Borghetti, um dos maiores nomes da música instrumental brasileira. O concerto contou ainda com a presença das solistas Elisa Machado e Carol Braga, uma performance projetada para emocionar diferentes gerações de apreciadores da boa música.
Realizado na Afucopal, no último sábado (29), o encontro ultrapassou os limites de uma apresentação musical. Foi uma celebração da memória, do empreendedorismo, da cultura e das pessoas que, ao longo de um século, contribuíram para transformar Panambi em uma referência de trabalho, inovação e desenvolvimento.
Diante de uma plateia de mil pessoas, a combinação entre a sofisticação da música de concerto e a força da identidade cultural gaúcha criou uma experiência única. A cada acorde, o público foi conduzido por uma jornada de emoções que conectou passado, presente e futuro, em uma homenagem à altura dos centenários celebrados.
O projeto foi realizado via Lei Rouanet e Pró-Cultura RS, com patrocínio da SAUR e HIDROPAN, produção cultural da LC Vilanova Projetos Culturais e da Danna Comunicação.
Um legado que vai além do espetáculo
A essência do Conexões Sonoras transcendeu os holofotes do palco. Nas semanas que antecederam a apresentação principal, o projeto promoveu oficinas, workshops e masterclasses gratuitas voltadas à formação musical de estudantes e educadores, fortalecendo o acesso à cultura e incentivando novas gerações de músicos. A iniciativa reafirmou a capacidade transformadora da arte e seu papel na formação humana e social.
Para a produtora cultural da Danna Comunicação, Analice Malheiros, o espetáculo representa a concretização de um projeto construído com dedicação, propósito e envolvimento coletivo.
“Este espetáculo grandioso reuniu mil pessoas em uma noite especial de música, emoção e conexão com a nossa comunidade. Todos os ingressos distribuídos gratuitamente e devido a divulgação esgotados rapidamente.”
Segundo ela, o evento foi resultado de um longo trabalho de planejamento e mobilização.
“Foram dois anos de planejamento e a dedicação de 123 profissionais para tornar esse momento possível. Ver a Orquestra da ULBRA e Renato Borghetti dividindo o palco, unindo a música erudita ao regionalismo, é a materialização de um projeto pensado com muito cuidado e propósito.”
Mais do que um espetáculo, a iniciativa foi concebida como um presente para a comunidade e uma demonstração concreta do compromisso das empresas patrocinadoras com o fortalecimento da cultura regional.
Um século de história construído por muitas mãos
Representando a Hidropan, o diretor de operações e CEO Eduardo Knorr destacou a emoção de compartilhar aquele momento com a comunidade.
“É muito emocionante ver esta plateia. A energia deste momento é incrível, e nós, da Hidropan, admiramos e valorizamos essa energia. É maravilhoso ver a música reunindo tantas pessoas. Hoje é uma noite de celebração e, acima de tudo, de contemplação.”
Ao relacionar a trajetória centenária da empresa ao espetáculo, Knorr utilizou uma metáfora que sintetizou o espírito da noite.
“Construir uma história de 100 anos da Hidropan é como reger uma orquestra: exige tempo, talento, dedicação, precisão, trabalho conjunto e instrumentos afinados em um mesmo ideal e propósito.”
Ao recordar as origens da companhia, ele destacou o impacto dos pioneiros que deram início à geração de energia e impulsionaram o desenvolvimento regional.
“Há exatamente um século, quando a primeira turbina da Hidropan foi ligada no Rio Alegre, meu bisavô, Carlos Ernesto Knorr, e os pioneiros da época não estavam apenas gerando energia. A partir daquele marco, a eletricidade passou a iluminar ruas e lares, contribuindo diretamente para o desenvolvimento de Panambi e Condor. Eles estavam tocando o primeiro acorde de uma história que transformaria a nossa terra em um polo de trabalho, inovação e prosperidade.”
A celebração dos centenários foi, acima de tudo, uma reverência à visão daqueles que acreditaram no progresso e deixaram como herança muito mais do que negócios bem-sucedidos. Deixaram valores, propósito e o compromisso permanente com o desenvolvimento das comunidades onde atuam.
“A nossa partitura sempre teve desafios e, acima de tudo, resiliência. O projeto Conexões Sonoras representa perfeitamente o propósito da Hidropan: conectar pessoas. A energia que produzimos ganha seu verdadeiro significado quando impulsiona a arte e apoia a cultura, fortalecendo o espírito da nossa comunidade.”
Cem anos de valores, coragem e responsabilidade
Um dos momentos mais emocionantes da cerimônia foi a manifestação da presidente da Saur Equipamentos, Ingrid Saur, acompanhada pela diretora corporativa Miriam Saur Heusner. Em sua fala, Ingrid conduziu uma reflexão sobre o verdadeiro significado de completar um século de história.
“Celebrar 100 anos da Saur e da Hidropan é muito mais do que comemorar uma data. É reconhecer a coragem daqueles que começaram essa trajetória há um século, enfrentando desafios, acreditando no trabalho, nas pessoas e em um futuro melhor.”
Ao homenagear os fundadores e as gerações que deram continuidade ao legado, ela destacou os valores recebidos como herança.
“Recebemos deles muito mais do que empresas. Recebemos valores, princípios, exemplos e a responsabilidade de preservar e ampliar esse legado para as próximas gerações. Se hoje estamos aqui celebrando, é porque muitas mãos trabalharam antes das nossas, muitas pessoas acreditaram antes de nós e muitas gerações dedicaram suas vidas à construção desta história.”
Em um dos trechos mais simbólicos de seu pronunciamento, Ingrid associou a história das empresas à harmonia da música que preenchia o palco naquela noite.
“Assim como uma grande obra é construída por diferentes instrumentos em perfeita harmonia, nossa história foi construída por diferentes gerações, talentos e desafios, unidos por um mesmo propósito.”
Projetando o futuro, ela ressaltou a responsabilidade de honrar o passado sem perder de vista a inovação e o compromisso com a comunidade.
“Que os próximos cem anos sejam escritos com a mesma coragem, fé e determinação que inspiraram nossos fundadores, e que sejam guiados pela inovação, pelo trabalho, pelo respeito às pessoas, à comunidade e à natureza.”




