O que muda no cenário político do RS depois das eleições de 2026?
As eleições de 2026 produziram uma nova configuração política no Rio Grande do Sul. O resultado das urnas definiu não apenas quem comandará o Palácio Piratini pelos próximos quatro anos, mas também uma nova composição para a Assembleia Legislativa, para a bancada gaúcha na Câmara dos Deputados e para as duas vagas do Senado Federal que estavam em disputa. A principal mudança está no comando do Estado. Luciano Zucco (PL) foi eleito governador do Rio Grande do Sul ainda no primeiro turno, com 3.516.048 votos, equivalentes a 58,05% dos votos válidos. A chapa tem Silvana Covatti (Progressistas) como vice-governadora. Juliana Brizola (PDT) terminou a disputa em segundo lugar, com 31,65% dos votos válidos. O resultado encerra o ciclo eleitoral de 2026 no Estado com uma mudança importante no Executivo e abre uma nova etapa de articulação entre governo, Assembleia Legislativa e bancada federal.
PL terá a maior bancada da Assembleia Legislativa
Os eleitores gaúchos escolheram 55 deputados estaduais para a legislatura que começa em 2027. O PL terá a maior bancada, com 12 cadeiras. Na sequência aparece a federação formada por PT, PCdoB e PV, com dez deputados, enquanto a federação entre PP e União Brasil terá oito cadeiras.A renovação também chama atenção: 27 dos 55 parlamentares eleitos são novos nomes, enquanto 28 conseguiram a reeleição. Isso representa uma renovação de aproximadamente 49% da Assembleia Legislativa.O resultado cria um Legislativo com diferentes forças políticas e torna a articulação entre o Palácio Piratini e os deputados um dos pontos centrais da política gaúcha a partir de 2027.Entre os nomes mais votados para a Assembleia estão Adri Cherini (PL), com 129.492 votos; Delegado Zucco (Republicanos), com 128.599; e Luciana Genro (PSOL), com 127.601. A nova composição também mostra que, apesar do avanço de forças de direita, a oposição continuará tendo representação significativa no Parlamento estadual.
O Senado gaúcho muda de perfil
Outra transformação importante ocorre no Senado Federal.
O Rio Grande do Sul elegeu Ubiratan Sanderson (PL) e Marcel Van Hattem (Novo) para as duas vagas em disputa. Sanderson recebeu 3.453.316 votos, ou 30,11% dos votos válidos, enquanto Van Hattem obteve 3.449.053 votos, equivalentes a 30,08%.
Os dois ocuparão as vagas que estavam em disputa neste ano e se juntarão a Hamilton Mourão (Republicanos), que permanece como representante do Estado no Senado.
O resultado modifica a composição da bancada gaúcha na Casa, especialmente com a saída de Paulo Paim (PT), que não disputou a reeleição. A nova bancada passa a ter três senadores ligados a partidos de direita.
Na prática, isso pode alterar a atuação política do Rio Grande do Sul no Congresso Nacional em temas como segurança pública, economia, relação entre União e estados e debates institucionais.
A bancada gaúcha na Câmara também muda
Na Câmara dos Deputados, o Rio Grande do Sul continuará com 31 representantes. O PL foi o partido que conquistou o maior número de cadeiras, com oito deputados eleitos. O PT elegeu cinco representantes, enquanto o PP ficou com quatro e o MDB com três.
Entre os eleitos estão nomes que já possuem experiência no Congresso e outros que chegam para uma nova legislatura.
Maurício Marcon (PL) foi o deputado federal mais votado do Estado, com 379.834 votos. Fernanda Melchionna (PSOL) ficou em segundo, com 280.262 votos, seguida por Giovani Cherini (PL), com 234.171.
A nova bancada terá, portanto, diferentes correntes ideológicas e partidárias. A força do PL, somada à presença de partidos de centro e da esquerda, deverá fazer da articulação política um elemento importante para a defesa dos interesses do Estado em Brasília.
O que muda na prática?
Mais do que trocar nomes, uma eleição altera a distribuição de poder.
No Rio Grande do Sul, o resultado de 2026 estabelece um cenário no qual o governador eleito pertence ao PL, o partido terá a maior bancada individual na Assembleia Legislativa e também ampliou sua representação na Câmara dos Deputados. No Senado, uma das duas novas vagas ficou com o PL e a outra com o Novo.
Esse desenho não significa, automaticamente, que todas as decisões do Estado seguirão uma única orientação política. A Assembleia permanece multipartidária, e a aprovação de projetos dependerá da construção de maiorias.
Questões como orçamento estadual, investimentos, segurança pública, saúde, educação, infraestrutura, reconstrução após eventos climáticos e equilíbrio das contas públicas estarão entre os principais temas que deverão exigir negociação entre Executivo e Legislativo.
Reconstrução e situação financeira estarão no centro do debate
O próximo governo também herdará desafios que não desaparecem com a mudança de administração.
O Rio Grande do Sul ainda enfrenta consequências econômicas e sociais relacionadas às enchentes que atingiram o Estado, além de demandas por reconstrução de infraestrutura, moradia, estradas e serviços públicos.
Ao mesmo tempo, a situação financeira do Estado continuará sendo um dos principais assuntos da política gaúcha. Qualquer governo precisará equilibrar investimentos e prestação de serviços com as limitações orçamentárias existentes.
Por isso, o resultado eleitoral representa apenas o início de um novo ciclo. A capacidade de transformar propostas de campanha em políticas públicas dependerá das condições financeiras, da relação com a Assembleia, da articulação com o governo federal e da capacidade de formar consensos.
Um Estado politicamente mais à direita?
Os resultados de 2026 também reforçam a presença eleitoral de partidos identificados com a direita no Rio Grande do Sul.
O PL conquistou o governo estadual, elegeu a maior bancada da Assembleia e ampliou sua presença na Câmara. No Senado, Sanderson foi eleito pelo partido, enquanto Marcel Van Hattem, do Novo, também possui uma trajetória política associada a posições liberais na economia e conservadoras em determinadas pautas.
Ao mesmo tempo, a esquerda manteve espaços relevantes. A federação PT, PCdoB e PV terá dez cadeiras na Assembleia Legislativa, e nomes como Luciana Genro e Matheus Gomes, do PSOL, além de Leonel Radde, do PT, estão entre os eleitos para o Parlamento estadual.
Na Câmara Federal, PT, PSOL e PCdoB também mantiveram representação.
Por isso, o cenário não pode ser resumido apenas à vitória de um campo político. O resultado mostra uma mudança na distribuição das forças, mas mantém uma Assembleia e uma bancada federal compostas por diferentes partidos e posições.
E o eleitor gaúcho?
Outro dado importante da eleição é a abstenção.
Segundo o Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul, 6.697.424 eleitores compareceram às urnas, enquanto 1.819.041 não votaram. A abstenção foi de 21,36%.
O número também faz parte do retrato político deixado pelas eleições de 2026. Além dos votos dados aos candidatos, a ausência de mais de um quinto do eleitorado apto também representa um elemento relevante para compreender a relação dos gaúchos com o processo eleitoral.
Um novo ciclo começa em 2027
Com os resultados definidos, o Rio Grande do Sul entra agora em um período de transição.
A partir de janeiro de 2027, o Estado terá um novo governador, uma nova Assembleia Legislativa e uma nova composição da bancada federal. O PL chega ao próximo ciclo com posições importantes no Executivo e no Legislativo, enquanto PT, PSOL, PP, União Brasil, Republicanos, MDB, Novo e outras siglas também terão participação relevante nas decisões políticas.
A eleição, portanto, não encerra o debate político no Estado. Ela inaugura uma nova fase.
Os próximos meses serão marcados pela transição de governo, definição das equipes, montagem das bases de apoio, escolha das presidências das Casas Legislativas e construção das primeiras prioridades administrativas.
Para o eleitor, o desafio também muda. Depois de escolher os representantes, começa outra etapa da democracia: acompanhar o que será feito com os mandatos conquistados nas urnas.
No Rio Grande do Sul, o mapa político mudou. Agora, a partir de 2027, será possível observar como essa nova distribuição de forças se transforma — ou não — em decisões concretas sobre o futuro do Estado.O Senado gaúcho muda de perfil
Outra transformação importante ocorre no Senado Federal.
O Rio Grande do Sul elegeu Ubiratan Sanderson (PL) e Marcel Van Hattem (Novo) para as duas vagas em disputa. Sanderson recebeu 3.453.316 votos, ou 30,11% dos votos válidos, enquanto Van Hattem obteve 3.449.053 votos, equivalentes a 30,08%.
Os dois ocuparão as vagas que estavam em disputa neste ano e se juntarão a Hamilton Mourão (Republicanos), que permanece como representante do Estado no Senado.
O resultado modifica a composição da bancada gaúcha na Casa, especialmente com a saída de Paulo Paim (PT), que não disputou a reeleição. A nova bancada passa a ter três senadores ligados a partidos de direita.
Na prática, isso pode alterar a atuação política do Rio Grande do Sul no Congresso Nacional em temas como segurança pública, economia, relação entre União e estados e debates institucionais.
A bancada gaúcha na Câmara também muda
Na Câmara dos Deputados, o Rio Grande do Sul continuará com 31 representantes. O PL foi o partido que conquistou o maior número de cadeiras, com oito deputados eleitos. O PT elegeu cinco representantes, enquanto o PP ficou com quatro e o MDB com três.
Entre os eleitos estão nomes que já possuem experiência no Congresso e outros que chegam para uma nova legislatura.
Maurício Marcon (PL) foi o deputado federal mais votado do Estado, com 379.834 votos. Fernanda Melchionna (PSOL) ficou em segundo, com 280.262 votos, seguida por Giovani Cherini (PL), com 234.171.
A nova bancada terá, portanto, diferentes correntes ideológicas e partidárias. A força do PL, somada à presença de partidos de centro e da esquerda, deverá fazer da articulação política um elemento importante para a defesa dos interesses do Estado em Brasília.
O que muda na prática?
Mais do que trocar nomes, uma eleição altera a distribuição de poder.
No Rio Grande do Sul, o resultado de 2026 estabelece um cenário no qual o governador eleito pertence ao PL, o partido terá a maior bancada individual na Assembleia Legislativa e também ampliou sua representação na Câmara dos Deputados. No Senado, uma das duas novas vagas ficou com o PL e a outra com o Novo.
Esse desenho não significa, automaticamente, que todas as decisões do Estado seguirão uma única orientação política. A Assembleia permanece multipartidária, e a aprovação de projetos dependerá da construção de maiorias.
Questões como orçamento estadual, investimentos, segurança pública, saúde, educação, infraestrutura, reconstrução após eventos climáticos e equilíbrio das contas públicas estarão entre os principais temas que deverão exigir negociação entre Executivo e Legislativo.
Reconstrução e situação financeira estarão no centro do debate
O próximo governo também herdará desafios que não desaparecem com a mudança de administração.
O Rio Grande do Sul ainda enfrenta consequências econômicas e sociais relacionadas às enchentes que atingiram o Estado, além de demandas por reconstrução de infraestrutura, moradia, estradas e serviços públicos.
Ao mesmo tempo, a situação financeira do Estado continuará sendo um dos principais assuntos da política gaúcha. Qualquer governo precisará equilibrar investimentos e prestação de serviços com as limitações orçamentárias existentes.
Por isso, o resultado eleitoral representa apenas o início de um novo ciclo. A capacidade de transformar propostas de campanha em políticas públicas dependerá das condições financeiras, da relação com a Assembleia, da articulação com o governo federal e da capacidade de formar consensos.
Um Estado politicamente mais à direita?
Os resultados de 2026 também reforçam a presença eleitoral de partidos identificados com a direita no Rio Grande do Sul.
O PL conquistou o governo estadual, elegeu a maior bancada da Assembleia e ampliou sua presença na Câmara. No Senado, Sanderson foi eleito pelo partido, enquanto Marcel Van Hattem, do Novo, também possui uma trajetória política associada a posições liberais na economia e conservadoras em determinadas pautas.
Ao mesmo tempo, a esquerda manteve espaços relevantes. A federação PT, PCdoB e PV terá dez cadeiras na Assembleia Legislativa, e nomes como Luciana Genro e Matheus Gomes, do PSOL, além de Leonel Radde, do PT, estão entre os eleitos para o Parlamento estadual.
Na Câmara Federal, PT, PSOL e PCdoB também mantiveram representação.
Por isso, o cenário não pode ser resumido apenas à vitória de um campo político. O resultado mostra uma mudança na distribuição das forças, mas mantém uma Assembleia e uma bancada federal compostas por diferentes partidos e posições.
E o eleitor gaúcho?
Outro dado importante da eleição é a abstenção.
Segundo o Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul, 6.697.424 eleitores compareceram às urnas, enquanto 1.819.041 não votaram. A abstenção foi de 21,36%.
O número também faz parte do retrato político deixado pelas eleições de 2026. Além dos votos dados aos candidatos, a ausência de mais de um quinto do eleitorado apto também representa um elemento relevante para compreender a relação dos gaúchos com o processo eleitoral.
Um novo ciclo começa em 2027
Com os resultados definidos, o Rio Grande do Sul entra agora em um período de transição.
A partir de janeiro de 2027, o Estado terá um novo governador, uma nova Assembleia Legislativa e uma nova composição da bancada federal. O PL chega ao próximo ciclo com posições importantes no Executivo e no Legislativo, enquanto PT, PSOL, PP, União Brasil, Republicanos, MDB, Novo e outras siglas também terão participação relevante nas decisões políticas.
A eleição, portanto, não encerra o debate político no Estado. Ela inaugura uma nova fase.
Os próximos meses serão marcados pela transição de governo, definição das equipes, montagem das bases de apoio, escolha das presidências das Casas Legislativas e construção das primeiras prioridades administrativas.
Para o eleitor, o desafio também muda. Depois de escolher os representantes, começa outra etapa da democracia: acompanhar o que será feito com os mandatos conquistados nas urnas.
No Rio Grande do Sul, o mapa político mudou. Agora, a partir de 2027, será possível observar como essa nova distribuição de forças se transforma — ou não — em decisões concretas sobre o futuro do Estado.
