Três acusados são condenados por morte e ocultação de cadáver de indígena em Redentora

Após mais de 12 horas de julgamento, o Tribunal do Júri da Comarca de Coronel Bicaco condenou na quinta-feira (17/9) três indígenas pelo homicídio qualificado de Eliedson Claudino Sales, de 22 anos. Os réus não poderão recorrer da decisão em liberdade.

Conforme a decisão dos jurados, os acusados foram condenados pelos crimes de homicídio qualificado por motivo fútil, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima, e ocultação de cadáver. As penas fixadas foram de 28 anos e três meses de reclusão, em regime fechado, para Gilnei Fafan Si Claudino e Marizabel Claudino Matias, e de 22 anos e três meses de reclusão, também em regime fechado, para Alexandro Lucas da Rocha.

O julgamento foi presidido pelo Juiz de Direito Victor Matheus Bevilaqua, designado para atuar no júri por meio do projeto Júri Itinerante.

Caso

Segundo a denúncia do Ministério Público, o crime ocorreu em abril de 2025, na Terra Indígena do Guarita, em Redentora, onde residiam a vítima e os réus. A acusação sustentou que, após uma discussão em um bar localizado na reserva, Eliedson foi agredido e morto pelo trio e que, posteriormente, partes do corpo foram removidas e deixadas em locais distintos com o objetivo de dificultar sua identificação. O laudo pericial apontou que a causa da morte foi traumatismo cranioencefálico grave com hemorragia.

Na época dos fatos, os acusados tinham entre 20 e 22 anos de idade. O corpo foi encontrado em um riacho, próximo a uma ponte, na terra indígena. Os pés e as mãos do jovem foram localizados a quilômetros dali, no cemitério da localidade de Estiva, no município de Redentora.

Fonte: TJRS

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